
Caldas Novas
Quando de sua entrada pelos sertões dos guaiases em 1722, Bartolomeu Bueno da Silva, o filho, descobriu na fralda da serra um ribeirão que mais tarde recebeu o nome de Caldas. Sendo quente suas águas, chamou-lhe a atenção, passando então a acompanhar seu curso até a nascente, que era em uma serra.
Encontrando ali vestígios de ouro, contornou a serra, vindo assim a descobrir mais fontes termais para o lado do ocidente. Após encontrar o ouro, Bueno prosseguiu viagem, deixando praticamente esquecidas as águas termais, que mais tarde não deixaram de ser procuradas por doentes.
Foram essas águas que deram origem à aglomeração de lavradores, que promoveram meios de fundar uma localidade com assistência religiosa e administrativa. Esse movimento foi dirigido por Martinho Coelho de Siqueira, que requereu sesmaria e passou, por sucessão, a seu filho Antônio Coelho de Siqueira, tendo antes deixado Santa Luzia, estabelecendo-se na região, nas proximidades das Caldas de Santa Cruz.
Grande amador da arte venatória, Martinho Coelho se embrenhava pelas matas e campos à procura de caça.
Em certo dia do ano de 1777, embrenhou-se em um bosque, quando sua atenção é chamada pelos ganidos da matilha, que, no ardor da corrida haviam-se lançado em umas águas que se encontravam no caminho. Verifica, assim, serem as mesmas excessivamente quentes.
Foram, então, descobertas as fontes termais que ficaram conhecidas como Caldas de Pirapitinga. Ainda naquele mesmo ano, Martinho Coelho descobre, a 16 de fevereiro, as fontes termais que margeiam o córrego de Lavras, que receberam o nome de Caldas Novas (atualmente ali, se localiza o Balneário Municipal). Ao mesmo tempo, descobriu também ouro em abundância, sendo a razão de haver requerido sesmaria naquela região. Construindo uma propriedade à margem esquerda do córrego de Lavras, ali se estabeleceu, denominando o local de Fazenda das Caldas, dedicando-se à extração de ouro que existia em abundância.
Propagada a existência do ouro das Lavras, levas de garimpeiros dirigiram-se ao local no afã de fazer fortuna. O serviço de garimpagem dia a dia tornava-se mais intenso, formando-se grandes lavras ao longo do córrego, pouco acima das fontes. Por esse motivo, recebeu o nome de córrego das Lavras. Não ·apenas os garimpeiros atraíam os forasteiros como também as fontes termais arrastavam ao local certo número de enfermos.
Com o movimento, foram sendo construídas as primeiras habitações que se enfileiravam ao longo do córrego, nas imediações da fazenda Caldas, formando-se ‘assim a primeira povoação, que fica hoje ao lado oposto da atual cidade de Caldas Novas, na margem esquerda do ribeirão.
Formação Administrativa
Distrito criado com a denominação de Caldas Novas pela Lei Provincial n.º 6, de 05-10-1857, subordinado ao município de Morrinhos.
Elevado à categoria de município com a denominação de Caldas Novas pela Lei Estadual n.º 393, de 05-07-1911, sendo desmembrado de Morrinhos. Sede no atual distrito de Caldas Novas. Constituído do distrito sede. Instalado em 21-10-1911.
Pela Lei Municipal n.º 44, de 13-11-1916, é criado o distrito de Boa Vista do Marzagão e anexado ao município de Caldas Novas.
Nos quadros do Recenseamento Geral de 1-IX-1920 o município é constituído de 2 distritos: Caldas Novas e Boa Vista do Marzagão.
Elevado à condição de cidade com a denominação de Caldas Novas pela Lei Estadual n.º 724, de 21-06-1923.
Em divisão administrativa referente ao ano de 1933 o município é constituído de 2 distritos: Caldas Novas e Boa Vista do Marzagão.
Em divisões territoriais datadas de 31-XII-1936 e 31-XII-1937 o município aparece constituído de 3 distritos: Caldas Novas, Boa Vista do Marzagão e São Sebastião do Sapé.
Pelo Decreto-lei Estadual n.º 557, de 30-03-1938, o distrito de Boa Vista do Marzagão teve sua denominação simplificada para Marzagão.
Pelo Decreto-lei Estadual n.º 1.233, de 31-10-1938, o distrito de Sapé foi extinto, sendo seu território anexado ao distrito sede do município de Caldas Novas.
No quadro fixado para vigorar no período de 1939 a 1943 o município é constituído de 2 distritos: Caldas Novas e Marzagão.
Em divisão territorial datada de 1-VII-1950 o município é constituído do distrito sede.
Pela Lei Municipal n.º 76, de 23-04-1952, é criado o distrito de Água Limpa e anexado ao município de Caldas Novas.
A Lei Estadual n.º 336, de 18-06-1949, a Lei Estadual n.º 954, de 13-11-1953, complementada pela Lei Estadual n.º 1.274, de 14-11-1953, desmembram do município de Caldas Novas os distritos de Marzagão e Água Limpa, para formarem o novo município de Marzagão.
Em divisão territorial datada de 1-VII-1960 o município é constituído do distrito sede. Assim permanecendo em divisão territorial datada de 2018.

Primeira Casa de
Caldas Novas, GO
A cidade de Caldas Novas foi descoberta em 1722 por Bartolomeu Bueno da Silva (filho). Inicialmente pertencia a região de Santa Cruz, no sertão goiano, e que logo chamou a atenção de lavradores que identificaram nelas propriedades terapêuticas de alto valor. Martinho Coelho de Siqueira dirigiu um movimento de criação de um povoado para exploração das fontes, requerendo sesmaria. Em 1777, Martinho Coelho, enquanto caçava nas matas vizinhas, descobriu novas fontes às margens do Rio Pirapetinga, às quais deu o nome de Caldas de Pirapetinga, e outras às margens do Córrego Lavras, dando-lhes o nome de Caldas Novas.
Após a morte de Martinho Coelho, seu filho, Antônio Coelho de Siqueira assumiu a administração da Fazenda das Caldas. Em 1818, recebeu a visita de Auguste de Saint Hilaire, e do então Governador de Goiás, Capitão General Fernando Delgado Leite de Castilho, que se curou de paralisia e reumatismo em suas águas, tornando-as ainda mais conhecidas. Em 1838, a pedido do diretor da Faculdade de Medicina do Rio de Janeiro, veio até Goiás, o dr. Vicente Moretti Foggia, examinar as propriedades terapêuticas das águas da Fazenda das Caldas.
Com a morte de Antônio Coelho, em 1848, Fazenda das Caldas, com todas as fontes, foi vendida a Domingos José Ribeiro, que em 27 de Janeiro de 1850, doou uma parte da fazenda, às margens do Córrego Lavras, para a construção da Igreja de Nossa Senhora do Desterro, a padroeira da cidade. A Igreja foi elevada à categoria de Freguesia em 1853, tendo como primeiro vigário, o Cônego José Olinta da Silva, que em 1857 substitui a padroeira por Nossa Senhora das Dores de Caldas Novas, que pertencia ao julgado de Santa Cruz, passando ao de Pouso Alto em 1869 e voltando ao primeiro em 1870, ano da criação da primeira escola, tendo como professor, Limírio Ribeiro Quinta.
Em 1880, o Capitão Cândido Gonzaga de Menezes, filho de Luiz Gonzaga, desagregou Caldas Novas de Santa Cruz e anexou ao município de Vila Bela de Morrinhos. Em 1893, foi elevada a Distrito e criada uma agência dos Correios, tendo como primeira encarregada Maria Carlota S. Miguel. Em 5 de Julho de 1911 foi criado o município de Caldas Novas, levando sua sede à categoria de Vila em 21 de Outubro de 1911, à categoria de cidade em 21 de Junho de 1923 e Comarca de 1ª Entrância em 15 de Junho de 1937.Caldas Novas hoje é conhecida internacionalmente pelas fontes termais, sendo considerada a maior estância hidrotermal do Mundo.
